#Stopidity

Há uns bons anos atrás fui parar à área de marketing por causa de um sonho. Andava no 12º ano e sonhei que tinha feito um anúncio para a amnistia internacional.

Lembro-me vagamente do sonho, havia um campo de flores e nele uma criança deitada, ao longe uma janela aberta que dava para o seu quarto. Enfim, não me recordo pormenores e ainda que sendo um cenário muito à disney, lembro-me bem de ter acordado com a sensação de que havia ali algo importante.  Provavelmente percebi nesse momento o poder da comunicação. E, mais tarde, a importância do marketing social.

Hoje, após mais uma semana alheada do mundo por trabalhar que nem uma louca, voltei a lembrar-me daquela vontade de querer gritar para o mundo – “estupidez, até quando?” após ler a correr as notícias de mais um massacre.

À minha volta vejo/oiço revolta também. Preocupa-me que estejamos a consumir um produto absolutamente contagioso e inflamável enquanto vivemos dia após dia, nas nossas andanças. E que, sem querermos e sem nos apercebermos, nos estejamos a alimentar de crueldade e ódio em que nem a melhor pessoa resiste. E que, demorando ainda muito ou pouco tempo, cheguemos a um ponto onde só consigamos ver o extremismo como forma de lutar contra a mesma força, o extremismo.

#Stopidity, lembrei-me. Um movimento para parar a estupidez.

Comecei hoje com um post no meu facebook e a ideia é simples. Aliás, na verdade não há aqui nenhuma ideia, conceito ou estratégia, nem para lá caminho. Trata-se só e apenas de uma imagem bonita a ser publicada.

Algo que tenha o poder de nos balançar. Que nos puxe para o lado certo, enquanto é tempo. 
Que nos lembre de uma coisa tão simples, tão necessária como a ternura. Que alimente quem a vê. Contrarie o alimento mau. Balance. Equilibre.

E acima de tudo, que nos desvie por um segundo que seja de olhar o consumo que dói. Sei que não vai parar nada concretamente, mas também não vou alimentar-nos mal. Pelo menos aos meus e a quem me segue.

Nota: a foto que está no inicio deste post é de um fotografo fantástico: Paul Croes e vale a pena ver mais umas quantas.

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