Há pessoas que se vendem e há…

pessoas que se compram.
As duas são fáceis de identificar, o comportamento e o seu modo de vida denunciam-nas. Todos nós já vimos ambas em atuação e todos nós sabemos o que esperar delas. Quais preferimos?

As primeiras deixam-se levar facilmente, vão por conveniência, acham-se espertas e gabam-se das vitórias, mas facilmente são esquecidas. Preocupam-se com o proveito próprio, não dos outros. A curto prazo dão jeito porque são vendidas e abusamos delas porque elas pouco se importam desde que tenham o que querem. São no entanto impossíveis de confiar a longo prazo, mesmo que sejam de confiança. Quer lá uma pessoa dormir com incertezas? Muitas vezes são vazias, e em última instância tornam-se escravos do seu próprio destino. Se desaparecerem? Há mais.

Já as segundas são mais difíceis. Têm ideais e princípios e procuram os seus pares, não qualquer um. Por norma acrescentam valor e são reconhecidas por isso. Dificilmente as esquecemos, porque marcam uma posição, seja em que assunto for. Quando as temos, agarrámo-las e não as deixamos escapar. Queremos saber delas porque elas querem saber de nós. São singulares e não há cópias possíveis. Não queremos que elas desapareçam e ligamos-lhe sempre que necessário. Deixam saudades. Percorremos quilómetros para estar com elas. Se desaparecerem? Corremos atrás.

Agora é simples e o exercício que deixo é fácil: substitua pessoas por produto e volte a ler este post. Depois pense e responda sinceramente (para si próprio): que tipo produto/serviço é o seu? O que se compra ou o que se vende? E agora coloque-se do lado do seu cliente: como acha que este o vê? E se ainda assim não se importar de ter um tipo produto vendido, não faz mal. Mas lembre-se que, neste caso, só lhe apertarão a mão uma e outra vez se for você a iniciar a conversa. E será preciso muita conversa. Ativa e constantemente. Até o produto estar vendido.

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