Em 2016 o marketing para todos…

é impossível. Já o era em 2015. Em 2016 pior ainda. E no futuro os todos serão nenhuns.
Porque os todos são cada vez menos e ainda que não tenham desaparecido todos do mapa, estão cansados.
Cansados de publicidade para todos. Cansados de anúncios para todos. De mensagens para todos.

marketingparatodosnao

Se isto é novidade para alguém? Não acredito! Mas que é preciso relembrar porque ainda andamos de “ouvidos moucos”, lá isso é.

É como aquelas velhas máximas da publicidade que nunca sei exatamente as percentagens – se em x visualizações, 1% realizar a compra já é bom, que sempre me pareceram uma justificação criada por nós de marketing para descargo de consciência (não somos nós que fizemos mal, as pessoas é que são assim, desculpamo-nos nós perante uma campanha fracassada).

A verdade é que já aí dava para compreender que o futuro não está nos todos e nos muitos, mas sim em colocar e posicionar a voz para quem nos quer ouvir.

2016 é um ano de foco. De afunilar. De adequar. De nos focarmos nos grupos. Nos tipos. Nos generos. E por isso será mais desafiador. Mas para isso há que fazer perceber ao cliente que 2016 não é um ano de marketing para todos e que para isso o budget devia ser repensado e os canais também. É que pensar e trabalhar para todos é bem mais fácil porque basta um microfone na mão e som nas colunas.

Pensar e trabalhar para um e um só, é difícil porque a comunicação é cara a cara, sem elevação, superioridade ou palco. E só assim – com as marcas a descerem dos degraus dos seus concertos muito pouco acústicos, poderão conseguir ouvir um pouco mais do que os públicos tem a dizer e finalmente responder-lhes à letra*, isto é, de forma – finalmente – assertiva.

*à parte e só porque sim, chateia-me que esta expressão: responder à letra tenha sempre uma conotação negativa associada. Afinal, não é suposto que nos ajustemos ao outro?

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