“Está bem!” ou “está bom!”

Há quem se entretenha com coisas leves (para quebrar um pouco a agitação do tico e teco que diariamente andam a mil) e há quem se entretenha com reflexões mais profundas (mas que também libertam) sobre pequenas coisas, por vezes pequenos nadas, por vezes coisas sem sentido, por vezes só coisas-coisas. Eu sou mais desta última parte.

De quando em quando, dou por mim a tentar dissecar hábitos diários ou expressões do cotidiano e hoje, depois de almoço, a caminho do escritório, veio esta:

Qual é a diferença (de interpretação) entre dizer “está bem” a um trabalho que alguém fez ou dizer “está bom”? Ou será que não há diferença e varia só por uma questão de hábito? Ou varia pela situação?

Para mim varia – indubitavelmente – pela situação. Passo a explicar:
Se for um tipo de trabalho em que a qualidade não seja o critério, mas sim a quantidade, uso por norma o está bom. Na verdade vejo o está bom como algo que, “sim, ok está bom, já chega”. Ex: Alguém mete comida no nosso prato, o que é que se responde: “Está bom”, não é?. Claro que sempre me podem contrariar: “Mas quando respondo ao empregado de mesa sobre a qualidade da comida, também respondo: “Está bom”. É um facto, mas confirmem-me, se estiver efetivamente com qualidade, em vez do bom, não dizem óptimo? Delicioso? Perfeito? Repetíamos já?

Já o está bem, é diferente. Associo a qualidade. Este trabalho está bem feito. Tanto que na curiosa expressão “bem bom”, o bem é o adjetivo. É ele que qualifica.

E por isso fica a dica, sempre que alguém vos disser que o vosso trabalho está bom, duvidem, olhem novamente para o que fizeram, o que podem mudar, o que falta, e trabalhem mais, melhorem-no. E prefiram sempre o “está bem”. É que pode parecer tudo igual, mas talvez inconscientemente todos façamos esta diferença sem nos apercebermos e por vezes, são os pequenos sinais, os que mais atenção devemos dar.

Ou então esta teoria não vos faz sentido nenhum e eu aceito isso! Afinal isto só foi o meu entretém de hoje.

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